Insignificantes... Ou gigantes?

Em alguns dos meus poemas Abordo comuns problemas E trago detalhes à atenção Que poderão parecerem banais Enquanto coisas colossais Talvez menos abordadas são.

Não me atrai a mesquinhez Mas que grande obra alguém fez Sem muitas coisas pequenas? Para grandes coisas solucionar Há que as pequenas não ignorar Ou fica-se em teoria apenas.

Há coisas vulgares, banais. Mas também há males reais Que se originam apenas, De coisas ditas insignificantes Que fazem montanhas gigantes Por sempre as vermos pequenas!

Escada da vida

Hoje tu, amanhã eu. Precisaremos de alguém De alguém que não esqueceu Que altos e baixos, a vida tem.

Podemos hoje rir juntos, E amanhã chorar sós, tristonhos. Hoje, há interessantes assuntos. Amanhã, frustração de sonhos?

Alegrias e tristezas a vida têm Êxitos e fracassos, também. E, contudo, há aquele que esquece

Em euforia, ou na mágoa sentida, Que há uma escada na vida, Onde se sobe e se desce.

Amor na vida de casal

Enriquece a vida de um casal O amor que se manifesta Quão bom se é puro, real Mas se é fingido não presta.

Em palavra, atitude ou gesto Num olhar ou num sorriso Pode ser falso parecendo honesto Actos reflectem mau ou bom juízo.

Muito pode alguém fazer E muito mais poderá dizer Para esconder uma realidade.

Mas só um amor verdadeiro e puro Traz felicidade e tem bom futuro Tudo o resto é banalidade.