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Livros publicados  

"Esplendor no horizonte" é uma narrativa baseada na vida real do escritor, que relata de modo emocionante e esclarecedor, muitos aspectos da vida de modo tão singular e realista que, facilmente deixaria imaginar, não ser apenas fruto de imaginação e sentimento nobres.

Comporta assuntos de incontestável interesse, como: Educação, valores morais, prós e contras da emigração e muitos outros.

Numa linguagem cuidada, clara e simples e com contrastes que vão da miséria à abundância, da tragédia à felicidade e do desespero à esperança, vai além de tocar os sentimentos e proporcionar momentos agradáveis de leitura.

 

ESPLENDOR NO HORIZONTE



Excerto:

Marco ficou olhando devagar aquela casa onde tinha sofrido carências materiais como fome e frio. Ele estava emocionado. Pensava no tempo em que o seu sonho ali, nem ia além de chegar um dia a ter uma bicicleta.

Ele não poderia deixar de pensar que segundo lhe contava a sua mãe, foi ali mesmo, naquela casa sem janelas, que seu pai o pegou logo que ele nasceu, o levou próximo da porta para o poder ver à luz do dia e exclamou: É tão lindo o nosso menino! Farei tudo para que ele seja mais feliz do que eu fui em pequeno.

Foi também ali, que apenas sete meses depois do seu nascimento, sua mãe recebeu a notícia de que seu querido marido tinha ficado em pedaços, com a idade de apenas vinte e sete anos. Por coincidência, vinte e sete anos, era agora a idade de Marco! Não surpreende que, de repente os olhos dele se humedeceram e seu semblante ficou quase como quando muitos anos depois, fez aquela viagem de Roma a Genebra.


Excerto Esplendor No Horizonte - COMO COMPRAR

 

REFLEXÕES RIMADAS



Excerto:

"Sem demagogia"

Inspirado pelo que vejo
Ao meu redor observando
Escrevo sobre o que desejo
E o que não estou desejando.

Falo do que espero observar
Olhando ao redor um dia
E do que deve evaporar
Junto com a apatia.

Sem demagogia apelo
Ao que é útil, justo e belo
Dando-nos plena satisfação.

Sem a pretensão de instrutor
Saliento a força do amor
Da justiça e da razão.

Poemas de Reflexões Rimadas - COMO COMPRAR

 

Próximos Livros

O próximo romance de Martin Santos, que sairá brevemente, tem o título:
"A voz que não ouvi", trata-se de um romance vivido entre 1970 e 1975, em Portugal com algumas passagens em Espanha e também no ultramar. Sendo basicamente um romance de amor, põe em relevo assuntos pertinentes, como:
O valor do romantismo, da lealdade, cooperação, tolerância, gratidão, etc. Enfocando muitas coisas de inestimável interesse, tais como a importância de equilibrar a coragem com a prudência e a futilidade da guerra.

Este embora muitíssimo diferente do primeiro, também está escrito num estilo modesto, esclarecedor e estimulante, descrevendo tanto coisas simples como complexas, da vida. E, também abunda em contrastes e passagens particularmente tocantes que contribuem ao seu enriquecimento.

 

Excertos:

Eles tinham planos bem definidos para o futuro, e acreditavam que com a força do amor e o espírito de colaboração que possuíam conseguiriam alcança-los. Sim, eles planejavam um futuro brilhante para a família que esperavam fundar, e a felicidade de ambos, era grande e compartilhada pelas suas famílias respectivas. Até que inesperadamente: O irmão de Jorge foi informado de que teria de partir para a guerra!

Era o ano de 1970. Já por nove anos, Portugal estava enviando militares para a guerra que "alguns chamaram de guerra colonial. Outros a chamaram de guerra do ultramar, e ainda outros, guerra de libertação"; começando por Angola e se estendendo à Guiné e Moçambique. Era comum os soldados portugueses serem enviados para a guerra nesses lugares, mas parecia que António seria um dos que escaparia. Agora ao ser informado de que teria de partir dentro de poucos dias, parecia que céu havia desabado sobre ele e sobre a sua família!

Mas a história seguia o seu curso. Quando a segunda guerra mundial havia acabado há apenas dezasseis anos, e tal como a primeira e todas as outras; deixado atrás de si, desgraça e um mundo dividido e cheio de problemas tão grandes ou maiores do que os que existiam antes: Portugal começou a enviar militares para essa nova guerra.


- Porquê querido? Por favor nunca duvides de que eu me sinto a mulher mais feliz, e que te amo como nem imaginei que poderia vir a amar alguém.

- Como é bom ouvir isso, minha jóia. E espero que sempre... 

O diálogo foi interrompido por alguns beijos, e finalmente enquanto se olhavam nos olhos, Angelina disse:

- Gostaria que estes momentos fossem eternos, mas por outro lado, estou cônscia de que se o nosso amor é tão forte, é porque não só nos olhamos frequentemente nos olhos, mas também olhamos ambos na mesma direcção.

- Acho essa frase interessante, mas não estou certo de ter compreendido plenamente o que queres dizer.

- Ora, sei que não há duas pessoas que possam em tudo, ter as mesmas preferências e pontos de vista; mas quão importante é, que tenham basicamente os mesmos alvos e se esforcem para alcança-los juntos, tal como se dá connosco!

    O jovem casal de novo se envolveu em carinhos. Depois, visto ser domingo, decidiram fazer o trajecto até á casa do pai de Angelina, onde passaram uma tarde muito agradável. A dado momento a pequena Joana perguntou: Vocês vão ter um bebé?


Então voltou-se e viu no escuro da noite, a silhueta de uma mulher caminhando com a ajuda de muletas. Quando ele se dirigiu a ela para lhe perguntar se saberia algo acerca de Angelina, eis que ela gritou: Jorge, meu amor! E se lançou nos seus braços.

    Foi talvez o momento mais emocionante na vida daquele casal, que desejaria tanto ficar saboreando-o a sós nas próximas horas. Mas decidiram reduzi-las a minutos por não terem a coragem de deixar que o sofrimento de seus familiares se prolongasse mais. Assim foi mais uma noite quase sem dormir para todos, mas desta vez, era uma emoção de alegria e contentamento que alimentava o diálogo e impedia o sono! Quando rompeu a aurora, todos dormiam na casa de Encarnação, que naquela ocasião se transformou num grande dormitório. E quão doce foi o acordar de cada um, especialmente de Jorge e Angelina acordando de mãos dadas.

    No sentido literal da palavra, eles davam as mãos com frequência, mas o mais importante, era que no sentido figurado, eles as davam sempre. E depois daquela horrível experiência, ainda mais cônscios estavam desse privilégio e necessidade.

 

Quanto à poesia, o segundo volume de "Reflexões Rimadas" também sairá brevemente.

 

Excertos:

Para que vivamos de verdade

Num sonho maravilhoso
Vi um mundo orgulhoso
Por ter posto fim á guerra
Á injustiça e á maldade
Á violência e desonestidade
Como era bom estar na terra!

Fui tão feliz uns momentos
Vendo que os sofrimentos
Já não existiam mais.
Acordando entristeci
Porque logo percebi
Que há motivos para ais.

Quanto desejo e espero o dia
Em que veremos com alegria
O mundo em felicidade.
Usufruindo a paz e o amor
Sem lugar para tristeza ou dor
Para que vivamos de verdade!


A mulher é diferente

És diferente, não inferior
És mais frágil e delicada
Como um cristal de valor.
E é como frágil e bela flor
Que deverias ser tratada.

Ao homem nunca serás igual
Mulher, és sempre Mulher.
Na tua diferença natural,
Verá sempre um valor real.
Quem um bom senso tiver.

Sei que no passar das eras
Foste vítima da intolerância
Tiveste Invernos sem primaveras.
Chegará o que mereces deveras,
O fim da exploração e arrogância.


Por um palmo

Jovem viril, cheio de vigor
Falta-te um palmo na altura
Tu não tens menor valor
Por teres menor estatura.
Mas não foste contratado
Por um palmo ter faltado,
Disseram não estares á altura.

Menina com charme e bonita
Mas um tanto redondinha
Também não teve a bendita
Oportunidade que tinha.
Menos um palmo de cintura
Seria a melhor candidatura
Mas o palmo a mais, ela tinha.

Um palmo e nada mais
Muda tanto numa vida
Um palmo e não somos iguais
Há tanta coisa pervertida.
Tendo condições favoráveis
Um palmo faz ver miragens
Se a mais ou a menos na medida. 

 


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